“Fome é irresponsabilidade de quem governa”, diz Lula no Rio

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Em ato no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 7 de julho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados locais destacaram a importância da união ampla das forças progressistas para derrotar o fascismo, restabelecer a democracia e resolver problemas que afligem o Estado e o Brasil, como a fome, a pobreza e a falta de moradia que leva milhares de famílias às ruas


Fotos:  Ricardo Stuckert.

A uma Cinelândia lotada, Lula afirmou que a fome é irresponsabilidade de quem governa e citou questões específicas do Rio como a necessidade de recuperar a indústria naval e resolver o problema da violência, assegurando a presença do Estado, com políticas públicas nos locais onde ela acontece.

"Eu acho que o Rio de Janeiro é muito importante para o Brasil e não pode ficar aparecendo nas páginas de jornais apenas por conta da violência, das balas perdidas", disse, lembrando do legado de seus governos para o Estado.

"Eu tinha consciência de que a violência tem várias razões, mas uma das principais é a ausência do estado no cumprimento da sua função de atender às necessidades do povo. Se o povo tivesse emprego, escola de qualidade, área de lazer, cultura, se tivesse água boa, saneamento, não teria a metade da violência que tem no Rio de Janeiro. Eu estava convencido disso e por isso eu comecei a fazer investimento no Rio de Janeiro. Nós colocamos de dinheiro 559 bilhões de reais e que nós colocamos só na cidade do Rio de Janeiro 533 bilhões de reais durante todo o tempo do no PT governo.

Indústria destruída
Lula lembrou também dos investimentos no setor de petróleo e gás e, especificamente, na indústria naval e lamentou que o país hoje importe plataformas da China e Cingapura. Ele criticou também o fato de o setor ter sido destruído em decorrência da operação Lava Jato, que poderia ter prendido as pessoas responsáveis pelos episódios de corrupção, sem precisar destruir a indústria.

"Eles puniram o povo trabalhador, com 4,4 milhões de postos de trabalho fechados e R$ 170 bilhões que deixaram de ser investidos".

Lula falou que o Brasil precisa voltar a ser humanizado e cuidar de quem mais precisa. "Quem precisa do governo é o povo trabalhador, as pessoas que moram nas favelas, as pessoas que moram na periferia, as pequenas cooperativas. É para esses que a gente tem que dar prioridade. Se não, a gente não vai tirar o país da desgraça que eles meteram", disse.

Legado
O ex-presidente declarou apoio ao deputado Marcelo Freixo para o governo do Rio. Pré-candidato do PSB ao governo, Freixo lembrou da importância dos governos de Lula para o Rio e para o Brasil. "Lula saiu aos sete anos para fugir da fome e o Brasil vai trazê-lo de volta exatamente para acabar com a fome neste país", disse, lembrando que no Estado tem cerca de 3 milhões de pessoas passando fome. "A gente precisa de união muito grande para mudar a história do Rio".

André Ceciliano, pré-candidato a senador do Rio pelo PT, lembrou de realizações dos governos petistas, com a retirada de 35 milhões de pessoas da linha da pobreza, a geração de 20 milhões de empregos formais e a criação de políticas públicas que permitiram que jovens da periferia fossem para a universidade. Ele relatou a realidade do Rio hoje com pessoas com fome e morando nas ruas e defendeu a volta de grandes investimentos para que o complexo petroquímico e projeto como das bibliotecas-parque sejam retomados. "O Rio de Janeiro precisa de emprego e de desenvolvimento social e econômico. O Rio de Janeiro precisa voltar a sorrir".

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, agradeceu mais uma vez os partidos que compõem o movimento Vamos Juntos pelo Brasil, da chapa Lula-Alckmin, e disse que a união será fundamental para vencer a bárbarie e evitar que o fascismo avance no Brasil. "Vamos retomar o Brasil para o povo brasileiro", afirmou, lembrando que no atual governo o Brasil voltou ao Mapa da Fome, da ONU, e quase 700 mil pessoas morreram de Covid-19.

O ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice de Lula, disse que ao viajar o país com o ex-presidente vê de Norte a Sul um movimento de volta da esperança. "Vamos ter uma grande festa cívica daqui a 90 dias".

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