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Abertura da Plástico Brasil em São Paulo reitera necessidade de reindustrialização do país

 


“A cidade de São Paulo pode, de alguma maneira, aproveitar esse momento de reflexão sobre o reposicionamento mundial da indústria, que abre uma nova oportunidade gigantesca para o Brasil”, afirmou a secretária municipal de desenvolvimento econômico e trabalho, Aline Cardoso, em fala inaugural na cerimônia de abertura da 3ª edição da Feira Internacional do Plástico – Plástico Brasil.

De acordo com Aline, o Brasil tem que aproveitar o momento positivo e, por meio do apoio e fomento do BNDES, ampliar os seus investimentos e percentuais dedicados a indústria e o plástico.  “O BNDES precisa ter mais dinheiro, melhorar, desburocratizar e facilitar o acesso aos seus recursos, porque sem a inovação e a competitividade na indústria, não apenas o setor, mas o Brasil como um todo perde, inclusive com a falta de geração de empregos, que é algo tão importante para todos nós. É fortalecendo a indústria e a inovação que criaremos uma base sólida do nosso país, com mais justiça social”, reforçou.

Chefe do departamento de indústrias de base extrativa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Flávio Morais da Motta, que, na oportunidade, esteve representando o presidente do banco, Aloizio Mercadante, reforçou o compromisso do BNDES com a industrialização brasileira e, para isso, destacou a necessidade de voltar a atuar de forma mais ativa no setor, mobilizando seus diferentes instrumentos para atingir esse objetivo.

“Nossa intenção é retomar o apoio à indústria brasileira em todos os seus elos, desde a geração de energia renovável, passando pela indústria de transformação e chegando às micro, pequenas e médias empresas, tão importante base do desenvolvimento do crescimento e progresso da economia”, destacou Flávio.

Atualmente, o BNDES possui uma ampla gama de produtos para apoio à toda a cadeia produtiva do plástico, da indústria da borracha, e dos fabricantes de máquinas e equipamentos. “Além do atual portfólio de produtos e a expectativa de desenvolvimento de novas soluções financeiras, estamos prontos para apoiar os projetos de inovação, os planos de ampliação e modernização das plantas industriais, com financiamento de longo prazo adequado ao perfil do investimento industrial, estes podendo chegar até o prazo total de 20 anos”, completou Motta, destacando a pressa do BNDES em reindustrializar o país, e as grandes oportunidades de revitalizar a economia brasileira sob novas bases, de forma a torná-la mais verde, digital e inclusiva, contribuindo para enfrentar os desafios da sociedade brasileira.

ABIMAQ

Reforçando a atuação da ABIMAQ em prol da redução do Custo Brasil e o apoio às reformas, como a tributária e a administrativa, Gino Paulucci Júnior, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, entidade realizadora da feira, abordou a necessidade de eliminação desses entraves que contribuem para a redução dos investimentos e da insegurança jurídica. “As aprovações das reformas contribuirão para a melhoria da competitividade, crescimento e desenvolvimento da economia”.

Na sequência, o presidente da CSMAIP – Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da ABIMAQ, Amilton Mainard, pontuou as importantes inovações e as tecnologias 4.0 apresentadas durante a feira.

Uma oportunidade de encontrar as mais variadas aplicações do material, debatendo com todos os profissionais que compõem o setor a contribuição de cada um nas discussões ambientais, tendo o plástico como agente ativo no aprimoramento do processo sustentável na educação da sociedade para o descarte adequado e no fortalecimento da chamada economia circular, destacaram os porta-vozes da ABIMAQ.

Nicholas Owen, CEO da Informa Markets, reforçou o destaque do setor como fonte geradora de empregos e as novas tecnologias e soluções para transformação do plástico, setor de inúmeros processos produtivos que tem como foco o aumento de sua eficácia.

Presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz Coelho, pontuou como fundamental o setor do plástico, que agrega valor na economia. Embalando produtos da cesta básica em aplicações médicas, construção, automóveis, alimentos, agricultura em tubos de saneamento, drone e até em aeronaves, o plástico tem uma correlação de 95% do PIB brasileiro. “É um setor muito versátil, que fornece soluções para toda a sociedade brasileira. A questão ambiental e a imagem do plástico são desafios que nossa indústria precisa encarar, trazendo à mesa soluções propositivas, representando oportunidades que podem se converter em vantagens competitivas importantes para as empresas nesse processo de industrialização verde”, concluiu Coelho.

Para o diretor-presidente da EMBRAPII, Igor Nazareth, o evento, que envolve a inserção de novas tecnologias e novos produtos que estão no mercado, reforça o papel da instituição, que tem como objetivo apoiar a inovação nas empresas e o desenvolvimento tecnológico de todos esses processos.

O superintendente regional do trabalho no estado de São Paulo, Marco Antonio Melchior, que representou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, frisou o papel da ABIMAQ como agente construtor de novos negócios, geração de empregos e principalmente, sobre as novas tecnologias e cuidado com o meio ambiente.

 


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