Hospital foi palco de apresentação dos avanços obtidos com protocolo especializado
O Hospital Municipal da Brasilândia (HMB) – Adib Jatene, da Prefeitura de São Paulo e administrado pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), sediou o 4º Encontro da Região Norte do Projeto Rede AVC Integrada 360°, que reúne gestores e profissionais de saúde para apresentar avanços no atendimento ao Acidente Vascular Cerebral. O evento integra a estratégia de fortalecimento da linha de cuidado na rede municipal, abordando desde a triagem até a trombólise, com foco na agilidade do diagnóstico, qualificação da assistência e redução de sequelas.
“Esse trabalho é fundamental, pois está salvando muitas vidas. O atendimento pré-hospitalar nas UPAs e pelo SAMU é decisivo para reduzir sequelas e permitir que os pacientes retomem suas atividades. Nesse contexto, o Hospital da Brasilândia tem papel essencial no atendimento da Zona Norte”, destacou José Carlos Ingrund, secretário executivo de Atenção Hospitalar da Prefeitura de São Paulo.
A iniciativa também marcou o encerramento da capacitação da região Norte e promoveu a integração entre serviços como unidades básicas, Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), prontos-socorros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com o objetivo de padronizar fluxos e ampliar o acesso ao tratamento adequado na capital.
“Foi uma grande honra sediar um evento dessa relevância e se consolidar como referência em um programa tão estratégico. O fortalecimento do protocolo de AVC garante mais agilidade no diagnóstico e no acesso ao tratamento adequado. Esse avanço impacta diretamente na redução de sequelas e na qualidade de vida dos pacientes”, ressalta Getro Pádua, diretor geral do HMB.
Autoridades
A solenidade contou com a participação de Maurício Serpa, secretário adjunto da Secretaria Municipal de Saúde; José Carlos Ingrund, secretário executivo de Atenção Hospitalar; Sandra Maria Sabino Fonseca, secretária executiva de Atenção Básica Especializada e Integral em Saúde; Flávia Porto Terzian, coordenadora da Atenção Hospitalar; Dr. Edson Dadu, diretor do Departamento Regional de Saúde I da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo; e Elisabete Liso, assessora técnica do gabinete da Secretaria Estadual da Saúde.
Conhecimento difundido na rede
Após a abertura, Marcele Schettini de Almeida, neurologista e coordenadora do TeleStroke palestrou sobre o tema Atendimento ao AVC Agudo: da triagem à reperfusão e destacou casos reais nos quais vidas foram salvas por conta do cumprimento do fluxo correto. Ela destaca que a tecnologia, neste contexto, é fundamental para a execução de todo processo. “Sem a telemedicina ficaria praticamente inviável devido às dimensões de nosso Estado. Realizar o procedimento correto com uma equipe bem treinada é sempre sucesso”, disse.
A programação também contou com premiações do WSO Angel Awards 2025 para os hospitais Doutor José Soares Hungria, que ganhou o certificado Gold, e Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, que evoluiu para o Platinum. As unidades hospitalares conseguiram cumprir os objetivos dentro dos períodos estabelecidos no último trimestre. Além disso, o HMB recebeu o certificado Platinum, em reconhecimento pelo trabalho contínuo no quarto trimestre de 2025.
Socorro em menos de 1 hora
O atendimento começa já na chegada do paciente à unidade, quando são apontados no totem sintomas sugestivos de AVC. A equipe de enfermagem faz a classificação de risco na triagem, reconhece rapidamente os sinais clínicos e ativa o protocolo, garantindo encaminhamento imediato para a emergência, avaliação médica, exames de imagem e definição do tratamento.
Implantado em 2024 no HMB, o protocolo atendeu mais de 160 pacientes com o tempo “porta-agulha” — intervalo entre a chegada e a administração da medicação — abaixo de 60 minutos, com casos de trombólise realizados em menos de 45 minutos.
A excelência no resultado e o cumprimento correto dos tempos de cada etapa do processo contribui diretamente para melhores desfechos, ampliando as chances de recuperação e diminuindo complicações. “Quanto mais ágil for a identificação e a intervenção, menores são as sequelas que esse paciente pode apresentar”, reforça Camila Baltazar, supervisora responsável pelo Protocolo AVC no HMB.



