Colesterol alto avança em silêncio e aumenta o risco de doenças cardiovasculares

 

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Especialista reforça que exames periódicos e hábitos saudáveis são essenciais para prevenir infarto e AVC

 

Sem provocar dor ou qualquer outro sintoma, a alteração pode evoluir durante anos e favorecer o acúmulo de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

O alerta é necessário porque o problema é mais comum do que muita gente imagina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), quatro em cada dez adultos brasileiros convivem com níveis elevados de colesterol. Entre crianças e adolescentes, cerca de 20% também apresentam alterações, reforçando a importância da prevenção desde cedo.

 

Para o coordenador da Cardiologia do Hospital Anchieta Ceilândia, Edson D'Ávila, o grande desafio é que muitas pessoas convivem com a alteração por anos sem saber, aumentando o risco de complicações cardiovasculares.

 

"O colesterol alto não costuma dar sinais. Por isso, esperar algum sintoma para procurar avaliação pode significar perder a oportunidade de prevenir doenças graves", alerta.

 

Em 8 de agosto, o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol reforça a importância do diagnóstico e da adoção de hábitos saudáveis para reduzir o risco cardiovascular.

 

O colesterol que mais preocupa

 

O LDL, conhecido como colesterol "ruim", é o principal responsável pela formação de placas de gordura nas artérias. Com o passar do tempo, esse processo pode dificultar a circulação do sangue e favorecer a ocorrência de infarto e AVC.

 

Entre os fatores que contribuem para o aumento do colesterol estão predisposição genética, alimentação rica em gorduras saturadas e trans, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e doenças como diabetes e hipotireoidismo.

 

Mudanças de hábito fazem diferença

 

Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, abandono do cigarro e controle do peso, da pressão arterial e da glicemia são medidas fundamentais para reduzir o risco cardiovascular.

 

Em pessoas de baixo risco e com alterações leves, essas mudanças podem ser suficientes. Já quem apresenta LDL muito elevado, doença cardiovascular, diabetes, doença renal, hipercolesterolemia familiar ou alto risco de infarto e AVC pode precisar também de tratamento medicamentoso, principalmente com estatinas.

 

"Mudanças no estilo de vida são fundamentais, mas algumas pessoas também precisam de medicamentos para controlar o LDL e reduzir o risco de eventos cardiovasculares", explica o médico.

 

Acompanhamento deve começar cedo

 

O controle não deve ficar restrito à vida adulta. As diretrizes atuais recomendam que a avaliação também seja realizada na infância, principalmente entre os 9 e 11 anos, além de ser repetida periodicamente conforme a idade, os resultados dos exames e os fatores de risco de cada pessoa.

 

Outra orientação é conversar com o médico sobre a dosagem da lipoproteína(a), ou Lp(a), um fator de risco hereditário para doenças cardiovasculares que pode ser medido pelo menos uma vez na vida.

 

Conhecer os níveis de colesterol, manter hábitos saudáveis e seguir o tratamento quando indicado continuam sendo as principais estratégias para prevenir doenças cardiovasculares e preservar a saúde do coração.

 

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