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| Foto: Magnific |
Agosto Azul e Vermelho reforça atenção aos
fatores de risco e à importância da avaliação médica
Hipertensão, diabetes, obesidade,
tabagismo e doenças cardíacas aumentam o risco de problemas vasculares que nem
sempre apresentam sinais no início. Em alguns casos, a descoberta pode ocorrer
apenas quando o quadro já está mais avançado ou diante de uma complicação.
O Agosto Azul e Vermelho, iniciativa
nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia
Vascular (SBACV), chama atenção para essa característica e para a importância
de identificar quem apresenta maior risco.
O cirurgião vascular do Hospital Anchieta,
Carlos Schüler, observa que a ausência de sintomas não significa
necessariamente que a circulação esteja saudável, principalmente entre pessoas
que apresentam fatores de risco.
“Muitas doenças vasculares não dão sinais
no início. Quando aparecem as primeiras manifestações, o problema pode já estar
em uma fase mais avançada. Por isso, conhecer os fatores de risco e manter o
acompanhamento adequado faz diferença”, afirma.
Quem precisa ter atenção redobrada
Pessoas com diabetes, obesidade, pressão
alta, histórico de tabagismo ou doenças cardíacas apresentam maior risco de
desenvolver problemas vasculares e precisam ter atenção especial à saúde da
circulação.
Quando surgem sintomas, dor nas pernas ao
caminhar a ponto de limitar o percurso e inchaço nos membros inferiores estão
entre as manifestações que justificam uma avaliação médica.
A preocupação também envolve condições que
podem permanecer silenciosas por bastante tempo. Entre elas estão doenças das
carótidas, que podem levar ao acidente vascular cerebral (AVC), e o aneurisma
de aorta.
Quando o primeiro sinal já é uma
emergência
Carlos Schüler chama atenção para o
aneurisma de aorta como um exemplo de condição que pode avançar sem que o
paciente perceba. Segundo o especialista, cerca de 80% dos casos são
assintomáticos e, em algumas situações, a primeira manifestação pode ser a ruptura.
“O aneurisma de aorta é um exemplo
importante porque, na maioria dos casos, não provoca sintomas. Quando ocorre
uma ruptura, estamos diante de uma emergência extremamente grave, com
mortalidade que pode chegar a 90%”, adverte.
Identificar alterações antes do
aparecimento de complicações permite acompanhar a evolução do quadro e definir
a conduta mais adequada para cada paciente, principalmente entre aqueles que
apresentam maior risco.
A atenção à saúde vascular não deve
começar apenas quando surgem dor, inchaço ou outros sintomas. A avaliação
médica, especialmente entre pessoas com maior risco, pode identificar
alterações que ainda não provocaram sinais e evitar que sejam descobertas somente
diante de uma complicação.



