Defesa do Fundo Constitucional e balanço da gestão marcam manhã de Celina Leão

 Governadora e candidata à reeleição falou sobre saúde, transporte, educação e gestão pública durante entrevista ao Jornal de Brasília e reforçou que não permitirá redução de recursos destinados ao DF


A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão, cumpriu uma manhã de compromissos nesta terça-feira (1º), com destaque para a participação na série de sabatinas do Jornal de Brasília. Durante a entrevista, Celina apresentou um balanço da gestão e respondeu a questionamentos sobre alguns dos principais desafios do Distrito Federal. 

Na saúde, Celina destacou as medidas adotadas pelo governo para ampliar o atendimento à população e reduzir o tempo de espera por procedimentos. Entre as ações, está um pacote estimado em R$ 100 milhões para a realização de cerca de 200 mil procedimentos, incluindo cirurgias, consultas e exames. A governadora também ressaltou os investimentos realizados na recuperação da estrutura da rede pública de saúde.

Na mobilidade, a governadora voltou a defender a ampliação da gratuidade no transporte público. Segundo Celina, estudos técnicos estão em andamento para avaliar a expansão da tarifa zero, hoje adotada aos domingos e feriados. Ela também informou que está sendo realizada uma auditoria nos contratos do sistema de transporte coletivo. 

Outro anúncio feito durante a sabatina foi relacionado ao Centro Administrativo do Distrito Federal, o antigo Centrad. Celina afirmou que o governo começará a ocupar 30% do complexo a partir de 4 de setembro. 

Defesa do Fundo Constitucional

Ainda nesta terça-feira, Celina usou as redes sociais para reforçar uma bandeira que tem marcado sua atuação: a defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A governadora anunciou que acionou o Supremo Tribunal Federal contra dispositivo da Lei Complementar nº 235/2026 que, segundo o GDF, pode impor restrições ao Fundo e comprometer recursos destinados a áreas essenciais da capital. 

O Governo do Distrito Federal protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF. A preocupação é com os efeitos da nova legislação sobre o orçamento da capital. Segundo estimativa do Instituto Fiscal Independente do Senado citada pela imprensa, o impacto poderá chegar a R$ 1,8 bilhão em 2027. 

“Essa ação é importantíssima para manutenção dos serviços de educação, segurança e saúde, além de garantir a contratação de novos servidores. É a terceira vez que o governo federal tenta mexer no Fundo Constitucional, e eu agi para impedir”, afirmou Celina. 

A governadora vem defendendo que o Fundo Constitucional é essencial para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população, especialmente nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Na semana passada, durante outra sabatina, Celina já havia antecipado que recorreria ao Supremo caso a mudança fosse sancionada. 

Com a medida apresentada ao STF, Celina reforça uma posição que vem adotando ao longo dos últimos anos: preservar os recursos do Fundo Constitucional e impedir alterações que possam representar perdas financeiras para Brasília.

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