DEMOCRATA 35 CHEGA A 39.050 VOTOS NO PRIMEIRO GRANDE TESTE DAS URNAS NO DF

Sob a presidência de Natália Miranda, legenda encerra a eleição para deputado distrital com 38.554 votos nominais e 496 votos de legenda; 25 candidatos tiveram votação contabilizada



A eleição de 2026 entregou ao Democrata 35 sua primeira grande fotografia eleitoral no Distrito Federal. Depois de meses de organização, reuniões, campanhas de rua e apresentação de candidaturas, chegou o momento em que cada projeto político passou pelo teste objetivo das urnas.

Os números consolidados disponíveis mostram 39.050 votos para o Democrata na disputa pela Câmara Legislativa, sendo 38.554 votos dados nominalmente aos candidatos e 496 votos diretamente à legenda. O partido não conquistou cadeira na CLDF. 

Radar do Voto. A votação dos 25 candidatos

A votação nominal ficou assim:



Os registros individualizados confirmam, entre outros resultados, Jorge Vianna com 18.906 votos, Luis Miranda com 3.610, Kevin Vem com 2.258, Elizeu Síndico com 1.896 e Guarda Janio com 1.806. Os demais resultados completam exatamente os 38.554 votos nominais registrados para a legenda. 

DE 21.887 PARA 39.050: A DIFERENÇA DA APURAÇÃO COMPLETA

O número de 21.887 votos que havíamos calculado anteriormente não estava errado: ele correspondia apenas aos candidatos que apareciam nos primeiros recortes enviados durante a apuração.

Com todos os nomes contabilizados e a atualização dos próprios votos daqueles candidatos, o quadro mudou substancialmente.

A votação nominal completa chegou a 38.554, uma diferença de 16.667 votos nominais em relação àquela fotografia parcial. Acrescentados os 496 votos de legenda, o Democrata terminou com 39.050 votos.

O TSE explica que, nas eleições proporcionais, entram no cálculo tanto os votos nominais dados aos candidatos quanto aqueles registrados diretamente para a legenda. 

Tribunal Superior Eleitoral 

JORGE VIANNA LIDERA; LUIS MIRANDA É O SEGUNDO MAIS VOTADO

A distribuição interna também revela uma característica importante da votação.

Jorge Vianna terminou com 18.906 votos, equivalente a aproximadamente 49% de todos os votos nominais do Democrata.

Na sequência aparece Luis Miranda, com 3.610 votos, seguido por Kevin Vem, com 2.258; Elizeu Síndico, com 1.896; e Guarda Janio, com 1.806. 

Radar do Voto 

Ou seja: embora Jorge tenha concentrado praticamente metade da votação nominal, 19.648 votos foram distribuídos entre os outros 24 candidatos.

Isso dá ao partido uma base numérica concreta para analisar onde cada candidatura conseguiu construir eleitorado e quais nomes podem permanecer ativos na organização partidária.

O PRIMEIRO GRANDE TESTE DE NATÁLIA MIRANDA

Para a direção do Democrata no Distrito Federal, presidida por Natália Miranda, os 39.050 votos passam a representar uma referência objetiva para avaliar a primeira grande disputa da estrutura montada pela legenda.

Para vários integrantes da nominata, esta foi também uma experiência inaugural diante das urnas. E uma primeira eleição produz algo que nenhuma reunião partidária consegue reproduzir: números reais.

Mostra quem conseguiu chegar ao eleitor, quais regiões responderam às candidaturas, onde a legenda encontrou dificuldades e qual é efetivamente seu ponto de partida para os próximos anos.

Nesse sentido, os 39.050 votos não garantiram representação do Democrata na CLDF, mas passam a constituir a base eleitoral registrada pela legenda nesta eleição. O sistema proporcional brasileiro distribui as 24 cadeiras distritais levando em consideração a votação partidária e as regras de quocientes e médias; portanto, ter candidatos individualmente bem votados não significa, isoladamente, conquistar uma cadeira. 

Tribunal Superior Eleitoral 

GUERREIROS QUE NÃO FOGEM À LUTA

Para aqueles que disputaram sua primeira eleição, o resultado também representa a passagem de uma candidatura teórica para uma experiência eleitoral concreta.

É possível perder uma disputa e, ainda assim, sair dela sabendo exatamente quantas pessoas confiaram seu voto naquele projeto.

“Guerreiros não são somente aqueles que vencem uma batalha. São também aqueles que tiveram coragem de entrar nela, permaneceram até o último momento e não fugiram da luta. Para muitos dos nossos candidatos, esta foi a primeira eleição. Hoje eles sabem que existem pessoas que acreditaram em seus nomes e em suas ideias.”

A partir de agora, caberá ao Democrata decidir o que fará com esse patrimônio político.

Há candidatos com dezenas de votos, outros com centenas, alguns ultrapassando mil e nomes chegando à casa dos milhares. Cada resultado conta uma história diferente e aponta uma base diferente para ser trabalhada.

39.050 VEZES DEMOCRATA 35

A conta final sintetiza o tamanho desse primeiro teste:

38.554 votos nos candidatos.

496 votos na legenda.

39.050 votos no Democrata 35.

Não houve cadeira conquistada na Câmara Legislativa. Esse é o resultado objetivo das urnas. 

Radar do Voto

Mas uma eleição não produz apenas eleitos. Ela também produz números, revela lideranças, mede forças e estabelece pontos de partida.

Para Natália Miranda e para os candidatos que chegaram juntos até 4 de outubro, 39.050 passa a ser o número a partir do qual o Democrata poderá avaliar sua construção no Distrito Federal.

As urnas deram o primeiro diagnóstico. Agora começa outra etapa: decidir o que fazer com ele.

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