Escala 6X1: Sindhoesg alerta que particularidades da saúde exigem atenção

 


A aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6x1, na noite da quarta-feira (14), exige atenção às particularidades da área da saúde. Para o presidente do Sindhoesg (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás), Gustavo Clemente (foto), a adoção das novas regras deve considerar a realidade dos estabelecimentos que prestam atendimento ininterrupto à população.

 

Segundo ele, se a mudança for sancionada, hospitais, clínicas, laboratórios e demais unidades com atividades contínuas precisarão reorganizar turnos, redimensionar equipes e avaliar contratações. Essa adequação envolve custos adicionais e encontra obstáculos nas dificuldades financeiras vivenciadas pelo setor diante da defasagem dos valores pagos pelos compradores de serviços e na disponibilidade de profissionais qualificados para preencher as vagas necessárias.

 

O presidente alerta que também será necessária muita clareza sobre a manutenção de regimes consolidados, como o 12x36, e garantir segurança jurídica durante a transição. “Os empregadores precisam de previsibilidade para planejar as mudanças sem comprometer a assistência”, diz.

 

A redução da jornada deve ser acompanhada de medidas que tornem sua aplicação viável nos serviços essenciais. Prazos compatíveis com essa reorganização e respeito à negociação coletiva são indispensáveis para construir alternativas entre empresas e trabalhadores.

 

O Sindhoesg defende o diálogo na definição de soluções que conciliem melhores relações de trabalho, sustentabilidade das instituições e qualidade do cuidado. O sindicato acompanhará os desdobramentos da proposta e a definição das normas aplicáveis ao segmento para orientar seus associados.

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