Procedimentos de
nariz e face são desafiadores. Por isso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica Regional Goiás (SBCP-GO) realizou o evento técnico Cadáver Lab 2026,
de face e nariz, dos dias 1° a 3 de outubro.
A imersão contou com
aulas teóricas e práticas, sediadas no laboratório de anatomia da Universidade
Federal de Goiás (UFG) e no Castro’s Park Hotel. Palestrantes nacionais e
internacionais abordaram anatomia, planejamento e técnicas cirúrgicas
avançadas.
Segundo o presidente
da SBCP-GO, Wernon de Freitas, abordar o tema em eventos da Sociedade é
essencial, uma vez que não é tão tratado durante a residência médica.
“O médico faz seis
anos de faculdade, três anos de cirurgia geral e três anos de cirurgia
plástica. Geralmente, a cirurgia de face e nariz ocorre nos últimos seis meses
da residência. Também é um tema difícil, com muita novidade e que não adianta
só falar, tem que botar a ‘mão na massa'”, destacou ele a respeito das
atividades práticas do evento.
No campo teórico,
para iniciar as apresentações, Jason Roostaein, dos Estados Unidos, mostrou as
atualizações em tratamento de ponta nasal, especialmente em casos de
reconstrução.
Ele alertou sobre o
perigo de técnicas drásticas, que podem afetar a estrutura do nariz, a
qualidade da respiração e a naturalidade do resultado. Mencionou ainda como
publicações de redes sociais influenciam a percepção do paciente sobre o que é
possível obter em uma rinoplastia.
“É necessário ter
previsibilidade, estruturalidade e funcionalidade. O nariz precisa ser bonito,
mas também respirar bem”, acrescentou Giorgio Batti, que apresentou sobre o uso
de enxertos na rinoplastia.
Em seguida, o foco se
voltou ao rejuvenescimento do pescoço, com a aula de Ana Carolina Maricevich.
Ela destacou a importância da qualidade de pele para o resultado, assim como
ter atenção à glândula submandibular.
“Se vocês querem um
terço inferior bem definido, é preciso tratar a glândula submandibular do
paciente”, esclareceu a especialista a respeito dessa parte da anatomia que
sofre impactos do envelhecimento.
A mentoplastia também
não ficou de fora. Renato Freitas abordou a técnica que ainda costuma gerar
receio nos cirurgiões.
“O maior desafio é
espalhar a técnica, para que mais especialistas possam fazer. É algo que
necessita uma curva de aprendizado, mas é muito matemática. Se você treina,
consegue definir o tratamento de uma maneira segura e adequada”, afirmou.
As aulas abordaram
ainda a região periorbital, cervicoplastia, tratamento de orelha e
videocirurgia, entre outros assuntos.
Já em um workshop, os
participantes puderam conhecer mais detalhes do uso do DermaPen na indução
percutânea de colágeno, com apresentação de Patrícia Zanella.
Ela mostrou como o
equipamento é aplicado no centro cirúrgico e no consultório, por exemplo, no
auxílio do tratamento de cicatrizes hipertróficas. “Já está sendo muito
utilizado e gerando bons resultados aos pacientes”, ressaltou a cirurgiã.
Aprendizado
contínuo
O Cadáver Lab 2026
foi o segundo evento técnico da SBCP-GO sobre cirurgias de nariz e face. A
repetição tem motivo, de acordo com Fabiano Arruda, ex-presidente da Sociedade
e organizador da programação.
“Para buscar
excelência, o treinamento tem que ser contínuo. Cada vez que eu participo,
aprendo coisas novas, com outros colegas, com trocas de experiências e
apresentação de detalhes e como aplicar. Isso é um diferencial muito grande
para quem quer buscar uma cirurgia plástica de qualidade”.


