Do esquecimento à valorização: como o Serrinha virou alvo de um dos maiores projetos urbanos da capital
Aposta visionária da Opus transforma e ressignifica o setor em uma das zonas mais quentes do mercado imobiliário
Por muitos anos, o Setor Serrinha ocupou um lugar discreto — quase invisível — no imaginário urbano de Goiânia. Encravado entre bairros valorizados, como o Bueno, o Serrinha nunca chegou a ser periferia, mas também não acompanhou o ritmo de desenvolvimento de seus vizinhos. A paisagem marcada por imóveis antigos, edifícios com mais de uma década de existência e pouca renovação urbana. O parque que hoje dá nome à região, conhecido informalmente como “Morro da Serrinha”, era visto mais como um desnível geográfico do que como um espaço de lazer. Poucos o reconheciam como parque; menos ainda como ativo urbano.
Essa condição criou uma espécie de hiato na cidade: uma área central, bem localizada – com acesso estratégico a várias zonas da capital -, mas subaproveitada, sem investimentos estruturantes e fora da rota dos grandes projetos imobiliários. Enquanto Goiânia crescia verticalmente em outras regiões, o Serrinha permanecia estagnado, atravessando o tempo sem grandes transformações. Foi justamente esse contraste, entre localização estratégica e abandono urbano, que chamou a atenção da Opus Incorporadora, anos antes de qualquer movimentação concreta no bairro.
A leitura feita pela empresa não se limitou ao potencial construtivo dos terrenos. A aposta envolvia uma visão urbanística mais ampla: entender que a valorização daquela região só seria possível se viesse acompanhada de uma requalificação profunda do entorno, especialmente do parque. “Não se tratava apenas de lançar prédios em uma área esquecida, mas de imaginar como aquele bairro poderia se transformar a partir de um projeto integrado, que conectasse moradia, paisagem, espaço público, lazer e qualidade de vida”, explica Dener Justino, diretor da Opus Incorporadora.
Reserva Ybiti: quando um projeto urbano transforma a cidade ao redor
O primeiro passo dessa transformação aconteceu em 2021, com o lançamento inicial da Reserva Ybiti. Desde o início, o conceito foi pensado como um masterplan e não como empreendimentos isolados. A Opus desenhou uma ocupação contínua de três quadras inteiras do Setor Serrinha, criando uma vizinhança planejada, onde todos os edifícios dialogam entre si, tanto na arquitetura quanto na relação com o espaço urbano. Vista de cima, a implantação revela essa intenção: as torres se conectam visualmente, formando um conjunto harmônico, ainda que cada prédio tenha identidade própria, áreas comuns independentes e propostas distintas de lazer.
O projeto avançou junto com uma decisão inédita no mercado local: a Opus desenvolveu e doou ao poder público o projeto de requalificação completa do Parque da Serrinha, de padrão internacional, que já teve início com a estruturação de pista de caminhada e instalação de equipamentos para ginástica ao ar livre, e executados pelo Estado de Goiás, por meio de parceria público-privada. Ainda assim, ao redor do parque, a incorporadora já investiu R$ 1,2 milhão em gentilezas urbanas, reforçando calçadas, acessos e infraestrutura, uma característica da Opus, o investimento em áreas no entorno dos seus empreendimentos, proporcionando benefícios à comunidade e à cidade. A entrega do projeto completo do parque está prevista para outubro e deve consolidar o espaço como o terceiro maior parque de Goiânia, com mais de 100 mil metros quadrados de áreas verdes.
“Desde o início, a Reserva Ybiti foi pensada como um projeto urbano completo. A valorização imobiliária é consequência de um processo muito maior, que envolve requalificação do espaço público, criação de áreas de convivência e um novo olhar para o bairro”, detalha Gabriel Santos, gerente comercial da Opus. Hoje, com o lançamento do 6º empreendimento, que envolvem 8 torres, uma torre já entregue, o masterplan soma R$ 2 bilhões em VGV entre lançamentos e remanescentes, com mais dois projetos previstos e três torres entregues ainda este ano. O que antes era um bairro esquecido passou a ser uma das regiões mais disputadas e desejadas da cidade. A estimativa é que, após a entrega da revitalização completa do Parque o valor do metro quadrado no bairro tenha um aumento de até 20% ao que é praticado hoje, acredita Gabriel.
Quando o investimento antecipa a cidade que ainda não existe
O redesenho do Setor Serrinha não se limita à substituição de edificações antigas por novos empreendimentos. Ele revela um movimento mais profundo: a antecipação de uma cidade futura a partir de decisões privadas que dialogam com o espaço público. Ao assumir a elaboração do projeto de requalificação do Parque da Serrinha, a Opus passou a atuar em uma zona sensível do urbanismo contemporâneo, onde mercado imobiliário, planejamento urbano e qualidade de vida se cruzam.
A área que antes era vista apenas como um morro, sem uso estruturado e sem protagonismo no cotidiano da cidade, passa a ser compreendida como infraestrutura urbana essencial. A lógica é simples, mas rara: antes de vender a vista, foi preciso criar o valor do entorno. A previsão de que o parque se torne o terceiro maior de Goiânia não apenas altera a paisagem, mas redefine fluxos, usos e percepções sobre o bairro, impactando diretamente mobilidade, lazer, segurança e valorização imobiliária.
Em uma quadra inteira, os empreendimentos da Reserva ainda incluíram em seu projeto um recuo frontal de 5,40 metros, integrado à calçada, formando um cinturão verde de convivência e lazer. Entre as torres, em total conexão com o Parque da Serrinha, o parque linear Jaime Câmara oferecerá pista de caminhada, área fitness ao ar livre, espaços infantis, pet place e praças com wi-fi livre e mobiliário urbano de longa duração. O projeto prevê ainda monitoramento por câmeras 24 horas, estação para veículos elétricos e irrigação automatizada.
Esse tipo de intervenção ajuda a explicar por que regiões consideradas “esgotadas” ou “sem vocação” podem, em poucos anos, mudar completamente de status. No Serrinha, a soma entre gentileza urbana, investimentos no espaço coletivo e um masterplan contínuo criou um efeito pouco comum: a formação de uma vizinhança inteira planejada, com identidade arquitetônica, integração visual e uso compartilhado do território. “A Opus não olhou apenas para o terreno, mas para o bairro como um organismo. O parque, o recuo urbano, a conexão entre as torres e o cuidado com o entorno fazem parte de um mesmo raciocínio”, afirma Denis Branco, gerente comercial da Reserva Ybiti, e também morador da primeira torre da incorporadora, entregue em 2025. O resultado é uma transformação que vai além do mercado: é a consolidação de uma nova centralidade urbana, construída antes mesmo de ser percebida pela maior parte da cidade.


